A Parábola da Figueira Infrutífera – Carl Rahl

The Parable of the Barren Fig Tree (Das Gleichnis vom unfruchtbaren Feigenbaum), Carl Rahl

The Parable of the Barren Fig Tree (Das Gleichnis vom unfruchtbaren Feigenbaum), Carl Rahl (Karl Rahl, Austrian Academic Painter, 1812-1865), Oil on paper on canvas, 25 x 31.5 cm, Österreichishe Galerie Belvedere, Belvedere palace, Vienna, Austria

Contou ainda esta parábola: “Um homem tinha uma figueira plantada em sua vinha. Veio a ela procurar frutos, mas não encontrou. Então disse ao viticultor: ‘Há três anos que venho buscar frutos nesta figueira e não encontro. Corta-a; por que há de tornar a terra infrutífera?’ Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa-a ainda este ano para que eu cave ao redor e coloque adubo. Depois, talvez, dê frutos… Caso contrário, tu a cortarás’.”

(Citação bíblica: Lucas 13.6-9, tradução de A Bíblia de Jerusalém. A analogia é também conhecida como “Parábola da Figueira Estéril”.)

“Antes que…"

Antes que cheguem os dias de achaques e se aproximem os anos,
dos quais dirás: “Não gosto deles”;
antes que se obscureça a luz do sol,
a lua e as estrelas,
e voltem as nuvens depois da chuva.
Quando os guardas da casa começarem a tremer
e os homens robustos a se encurvar,
quando as mós forem poucas e deixarem de moer
e a escuridão envolver os que olham pelas janelas;
quando as portas sobre a rua se fecharem,
e o ruído do moinho diminuir,
quando as pessoas se levantarem ao canto do pássaro
e quando se calarem todas as canções.
Quando se tiver medo das alturas
e temer tropeços no caminho plano.
Quando a amendoeira florescer e o gafanhoto se tornar um peso
e a alcaparra perder o gosto,
porque o homem vai para a morada eterna
e os carpidores estão prestes a dobrar a rua.
Antes que se rompa o fio de prata
e se despedace a copa de ouro
e se quebre o cântaro na fonte
e se parta a roldana do poço
e o pó volte à terra, como antes,
e o sopro volte a Deus, seu autor.

(Citação bíblica: Eclesiastes 12.1b-7. Tradução de A Bíblia de Jerusalém, com substituição da palavra “espírito” por sopro)

 Old Man in Sorrow (On the Threshold of Eternity), 1890, Vincent van Gogh

Old Man in Sorrow (On the Threshold of Eternity), 1890, Vincent van Gogh (Dutch Post-Impressionist Painter, 1853-1890), Kröller-Müller Museum em Otterlo, Netherlands

Menina Escutando à Porta – Meyer von Bremen

“Os olhos não se saciam de ver, nem os ouvidos se fartam de ouvir”.

(Eclesiastes 1.8b)

Girl listening at the door (“Girl Listening” / “Little girl listens at the door” / Mädchen an der tür lauschend), 1866, Johann Georg Meyer Von Bremen

Girl listening at the door (“Girl Listening” / “Little girl listens at the door” / Mädchen an der tür lauschend / Menina Escutando à Porta), 1866, Johann Georg Meyer Von Bremen (German Academic Painter, 1813-1886), Oil on canvas, 43 x 35 cm (16.9 x 13.8 in.), Private Collection.

DETAIL: Girl listening at the door (“Girl Listening” / “Little girl listens at the door” / Mädchen an der tür lauschend), 1866, Johann Georg Meyer Von Bremen

DETAIL: Girl listening at the door (“Girl Listening” / “Little girl listens at the door” / Mädchen an der tür lauschend), 1866, Johann Georg Meyer Von Bremen


Sinais de uma nação em ruínas

Prophet Micah (Prophet Micheas / Profeta Miqueias), 1432, Jan van Eyck (Netherlandish Northern Renaissance Painter, ca.1395-1441), oil on panel, The Ghent Altarpiece: Prophet Micheas; Mary of the Annunciation, 164.8 x 73 cm, Saint Bavo Cathedral

Prophet Micah (Prophet Micheas / Profeta Miqueias), 1432, Jan van Eyck (Netherlandish Northern Renaissance Painter, ca.1395-1441), oil on panel, The Ghent Altarpiece: Prophet Micheas; Mary of the Annunciation, 164.8 x 73 cm, Saint Bavo Cathedral (Sint-Baafskathedraal), Ghent, Belgium. Large size here.

Ai daqueles que, no seu leito, imaginam a iniquidade e maquinam o mal! À luz da alva, o praticam, porque o poder está em suas mãos. Se cobiçam campos, os arrebatam; se casas, as tomam; assim, fazem violência a um homem e à sua casa, a uma pessoa e à sua herança.

Os que aborreceis o bem e amais o mal; e deles arrancais a pele e a carne de cima dos seus ossos; que comeis a carne do meu povo, e lhes arrancais a pele, e lhes esmiuçais os ossos, e os repartis como para a panela e como carne no meio do caldeirão?

Ouvi, agora, isto, vós, cabeças […], e vós, chefes […], que abominais o juízo, e perverteis tudo o que é direito, e edificais […] com sangue e […] com perversidade. Os seus cabeças dão as sentenças por suborno, os seus sacerdotes ensinam por interesse, e os seus profetas adivinham por dinheiro; e ainda se encostam ao SENHOR, dizendo: Não está o SENHOR no meio de nós? Nenhum mal nos sobrevirá.

Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus. A voz do SENHOR clama à cidade (e é verdadeira sabedoria temer-lhe o nome): Ouvi, ó tribos, aquele que a cita. Ainda há, na casa do ímpio, os tesouros da impiedade e o detestável efa minguado? Poderei eu inocentar balanças falsas e bolsas de pesos enganosos? Porque os ricos da cidade estão cheios de violência, e os seus habitantes falam mentiras, e a língua deles é enganosa na sua boca.

Ai de mim! Porque estou como quando são colhidas as frutas do verão, como os rabiscos da vindima: não há cacho de uvas para chupar, nem figos temporãos que a minha alma deseja. Pereceu da terra o piedoso, e não há entre os homens um que seja reto; todos espreitam para derramarem sangue; cada um caça a seu irmão com rede. As suas mãos estão sobre o mal e o fazem diligentemente; o príncipe exige condenação, o juiz aceita suborno, o grande fala dos maus desejos de sua alma, e, assim, todos eles juntamente urdem a trama. O melhor deles é como um espinheiro; o mais reto é pior do que uma sebe de espinhos. É chegado o dia anunciado por tuas sentinelas, o dia do teu castigo; aí está a confusão deles.

Não creiais no amigo, nem confieis no companheiro. Guarda a porta de tua boca àquela que reclina sobre o teu peito. Porque o filho despreza o pai, a filha se levanta contra a mãe, a nora, contra a sogra; os inimigos do homem são os da sua própria casa.

(Citação Bíblica: Miqueias 2.1-2; 2.2-3, 9-12; 6.8-12;  7.1-5, tradução Revista e Atualizada da SBB)

Responde, se é que sabes e podes tanto…

Storm at Night, 1820s, Károly Kisfaludy

Storm at Night, 1820s, Károly Kisfaludy (Hungarian Romantic painter , 1788-1830), Oil on canvas, 44,5 x 60,5 cm, Hungarian National Gallery, Budapest, Hungary. Large size here.

Onde estavas, quando lancei os fundamentos da terra?
Dize-mo, se é que sabes tanto.

Quem fechou com portas o mar,
quando irrompeu jorrando do seio materno;
quando lhe dei nuvens como vestidos
e espessas névoas como cueiros;
quando lhe impus os limites
e lhe firmei porta e ferrolho,
e disse: “Até aqui chegarás e não passarás:
aqui se quebrará a soberba de tuas vagas”?

Alguma vez deste ordem à manhã,
ou indicaste à aurora um lugar…?
Entraste pelas fontes do mar,
ou passeaste pelo fundo do abismo?
Foram-te indicadas as portas da Morte,
ou viste os porteiros do país da Sombra?
De que lado mora a luz,
e onde residem as trevas,
para que as conduzas a seu país
e lhes ensines o caminho para casa?

Podes atar os laços das Plêiades,
ou desatar as cordas de Orion?
Podes fazer sair a seu termo a Coroa,
ou guiar a Ursa com seus filhos?
Conheces as leis dos céus,
determinas o seu mapa na terra?

Consegues elevar a voz até as nuvens,
e a massa das águas te obedece?
Despachas os raios, e eles vêm
e te dizem: “Aqui estamos”?

(Citação bíblica: Jó 38.4, 8-12, 16-17, 19-20, 31-35. Tradução de  A Bíblia de Jerusalém)

Tempo para Tudo

The Four Seasons: spring, summer, autumn & winter, 1860-1861, Paul Cézanne

The Four Seasons: spring, summer, autumn & winter (As Quatro Estações), 1860-1861, Paul Cézanne (French Post-Impressionist Painter, 1839-1906), wall painting, detached and mounted on canva, each work 124 x 38cm, Musee du Petit-Palais, Paris, France

Tudo tem seu tempo, o momento oportuno para todo propósito debaixo do sol.
Tempo de nascer, tempo de morrer;
tempo de plantar, tempo de arrancar a planta.
Tempo de matar, tempo de sarar;
tempo de destruir, tempo de construir.
Tempo de chorar, tempo de rir;
tempo de gemer, tempo de bailar.
Tempo de atirar pedras, tempo de recolher pedras;
tempo de abraçar, tempo de separar.
Tempo de buscar, tempo de perder;
tempo de guardar, tempo de jogar fora.
Tempo de rasgar, tempo de costurar;
tempo de calar, tempo de falar.
Tempo de amar, tempo de odiar;
tempo de guerra, tempo de paz.

(Citação bíblica: Eclesiastes 3.1-8, tradução da Bíblia de Jerusalém)

Lamentações – Philippe-Jacques de Loutherbourg

Lamentations, 1796, William Bromley, after Philippe Jacques de Loutherbourg

Lamentations (Lamentações de Jeremias), 1796, William Bromley (British Engraver and Illustrator, 1769–1842), engraving, 47.8 x 39.6 cm, after Philippe Jacques de Loutherbourg (French-born English Painter, 1740-1812). Published by Thomas Macklin (British Printseller and Picture Dealer, 1752/3–1800), in “Poet’s Gallery”, London, Sept. 17th. 1796. English Bible, known as “Macklin’s Bible”. The Old [New-] Testament. London: Thomas Bensley for Thomas Macklin, 1800, Plate 8. See “Bowyer’s Bible“, Volume 22, 2822, Bolton Museum, Greater Manchester, England, UK. Illustration to Lamentations 2:11-12. More details: British Museum, London, UK. Large size here.

De lágrimas consomem-se meus olhos,
de tremor minhas entranhas,
por terra derrama-se meu fígado
por causa da ruína da filha de meu povo
enquanto pelas ruas da Cidade
desfalecem meninos e lactentes.

Perguntam às suas mães:
“Onde há pão?”
enquanto, como feridos, desfalecem
pelas ruas da Cidade
exalando sua vida
no regaço de sua mãe.

[Citação Bíblica: Lamentações 2.11-12, tradução de A Bíblia de Jerusalém)

DETAIL: Lamentations, 1796, William Bromley, after Philippe Jacques de Loutherbourg

DETAIL: Lamentations, 1796, William Bromley, after Philippe Jacques de Loutherbourg

DETAIL: Lamentations, 1796, William Bromley, after Philippe Jacques de Loutherbourg

DETAIL: Lamentations, 1796, William Bromley, after Philippe Jacques de Loutherbourg

Notes: Robert Bowyer (British Miniature Painter and Publisher, 1758–1834) begun his illustrated Bible in 1791 and finished in 1795, included 32 engravings by James Fittler (British Engraver and illustrator, 1758–1835) after Old Master paintings. Bowyer also bought prints in France that he incorporated into a later edition known as “Bowyer’s Bible“; he had an agent purchase even more during the Napoleonic wars. These were added to Thomas Macklin (British Printseller and Picture Dealer, 1752/3–1800) illustrated edition of the Bible: English Bible, known as “Macklin’s Bible”. The Old [New-] Testament. London: Thomas Bensley for Thomas Macklin, 1800. The six volumes of the “Macklin Bible” have been expanded by careful grangerisation, extending it to 45 volumes. These volumes containing 6,330 illustrations. It was donated to Bolton libraries by his descendants in 1948 and is now on display in Bolton Museum, Greater Manchester, England.

Currently, some copies of these etchings are exhibited in museums around the world. Recently a work was conducted by Phillip Medhurst, formely chaplain of Malvern College, Worcestershire, England. Medhurst’s purchase and collation of prints illustrating the Bowyer’s Bible (“The Phillip Medhurst Collection“) uses the photographic works of Harry Kossuth, formely scholar of Wadham College, Oxford, UK. The collection is housed at Belgrave Hall, Leicester, UK.

Madalena Diante do Sepulcro de Cristo – Sebastiano del Piombo

Mary Magdalene at the Tomb of Christ (“The Empty Tomb” / Magdalena ante el sepulcro de Cristo), XVII Century, Sebastiano del Piombo

Mary Magdalene at the Tomb of Christ (“The Empty Tomb” / Magdalena ante el sepulcro de Cristo), XVII Century, Sebastiano del Piombo (Sebastiano Luciani, Italian Mannerist Painter, ca. 1485-1547), Copy, Oil on wood panel, 91 x 68 cm, Museo del Prado, Madrid, Spain. Large size here. Latin inscription: “Quia tulerunt Dominum meum” (“Because they have taken away my Lord”, from John 20:13, Latin Vulgate).

Maria estava junto ao sepulcro, de fora, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se para o sepulcro e viu dois anjos, vestidos de branco, sentados no lugar onde o corpo de Jesus fora colocado, um à cabeceira e outro aos pés. Disseram-lhe então: “Mulher, por que choras?” Ela lhes diz: “Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram!”

[Citação Bíblica: João 20.11-13, tradução de A Bíblia de Jerusalém. Inscrição latina na parte superior do túmulo: “Quia tulerunt Dominum meum”, extraída da versão da Vulgata Latina, João 20.13, que diz: “dicunt ei illi mulier quid ploras dicit eis quia tulerunt Dominum meum et nescio ubi posuerunt eum”.]

DETAIL: Mary Magdalene at the Tomb of Christ (“The Empty Tomb” / Magdalena ante el sepulcro de Cristo), XVII Century, Sebastiano del Piombo

DETAIL: Mary Magdalene at the Tomb of Christ (“The Empty Tomb” / Magdalena ante el sepulcro de Cristo), XVII Century, Sebastiano del Piombo

“…e quem se desvia do mal arrisca-se a ser despojado”

DETAIL: The Wolf and the Lamb (Le loup et l'agneau), 1747, Jean-Baptiste Oudry

DETAIL: The Wolf and the Lamb (Le loup et l’agneau), 1747, Jean-Baptiste Oudry (French Baroque Era Painter, 1686-1755), oil on canvas, 97 x 142 cm, Château de Versailles, Versailles, Île-de-France, France. Based on the known fable by Jean de La Fontaine (1621–1695).

Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos de iniquidade; os vossos lábios falam falsidade, a vossa língua pronuncia perversidade. Ninguém há que clame pela justiça, nem ninguém que compareça em juízo pela verdade; confiam na vaidade, e falam mentiras; concebem o mal, e dão à luz a iniquidade. Chocam ovos de basilisco, e tecem teias de aranha; o que comer dos ovos deles, morrerá; e, quebrando-os, sairá uma víbora. As suas teias não prestam para vestes nem se poderão cobrir com as suas obras; as suas obras são obras de iniquidade, e obra de violência há nas suas mãos. Os seus pés correm para o mal, e se apressam para derramarem o sangue inocente; os seus pensamentos são pensamentos de iniquidade; destruição e quebrantamento há nas suas estradas. Não conhecem o caminho da paz, nem há justiça nos seus passos; fizeram para si veredas tortuosas; todo aquele que anda por elas não tem conhecimento da paz.

Por isso o juízo está longe de nós, e a justiça não nos alcança; esperamos pela luz, e eis que só há trevas; pelo resplendor, mas andamos em escuridão. Apalpamos as paredes como cegos, e como os que não têm olhos andamos apalpando; tropeçamos ao meio-dia como nas trevas, e nos lugares escuros como mortos. Todos nós bramamos como ursos, e continuamente gememos como pombas; esperamos pelo juízo, e não o há; pela salvação, e está longe de nós.

Porque as nossas transgressões se multiplicaram perante ti, e os nossos pecados testificam contra nós; porque as nossas transgressões estão conosco, e conhecemos as nossas iniquidades; Como o prevaricar, e mentir contra o Senhor, e o desviarmo-nos do nosso Deus, o falar de opressão e rebelião, o conceber e proferir do coração palavras de falsidade.

Por isso o direito se tornou atrás, e a justiça se pôs de longe; porque a verdade anda tropeçando pelas ruas, e a equidade não pode entrar. Sim, a verdade desfalece, e quem se desvia do mal arrisca-se a ser despojado; e o Senhor viu, e pareceu mal aos seus olhos que não houvesse justiça. E vendo que ninguém havia, maravilhou-se de que não houvesse um intercessor; por isso o seu próprio braço lhe trouxe a salvação, e a sua própria justiça o susteve.

(Citação Bíblica: Isaías 59.3-16, tradução Almeida Corrigida e Revisada Fiel)

O Levita de Efraim – Alexandre-François Caminade

The Levite of Ephraim (Le Lévite d’Ephraïm méditant de venger sa femme morte victime de la brutalité des Benjamites), 1837, Alexandre-François Caminade

The Levite of Ephraim (Le Lévite d’Ephraïm méditant de venger sa femme morte victime de la brutalité des Benjamites), 1837, Alexandre-François Caminade (French Academic Painter, 1783-1862), oil on canvas, 60 x 81 cm, Musée des Beaux-Arts de Lyon, Lyon, France. Large size here.

Eles a conheceram e abusaram dela toda a noite até de manhã, e, ao raiar a aurora, deixaram-na. Pela manhã, a mulher veio cair à porta da casa do homem com quem estava o seu marido, e ali ficou até vir o dia. De manhã, seu marido se levantou e, abrindo a porta da casa, saiu para continuar o seu caminho, quando viu que a mulher, sua concubina, jazia à entrada da casa, com as mãos na soleira da porta. “Levanta-te”, disse-lhe, “e partamos!” Não houve resposta. Então ele a colocou sobre o seu jumento e se pôs a caminho de casa. Ao chegar, apanhou um cutelo e, pegando a concubina, a retalhou, membro por membro, em doze pedaços, e os remeteu a todo o território de Israel. Deu ordem aos emissários: “Direis a todos os filhos de Israel: Desde o dia em que os filhos de Israel subiram do Egito vistes algo semelhantes? Refleti sobre isso, consultai entre vós e pronunciai a sentença.” E todos os que viam aquilo diziam: “Jamais coisa semelhante aconteceu ou foi vista desde que os filhos de Israel subiram do Egito até hoje.”

(Citação Bíblica: Juízes 19.25b-30, tradução de A Bíblia de Jerusalém)